Qualidade dos textos

August 5, 2007

Apesar de ter aulas de redação e comunicação na faculdade, cada vez mais, meus textos estão ficando piores. A ginga brasileira de bom escritor foi para o brejo; o samba no pé, a malandragem carioca, o jeitinho brasileiro de ser. Tudo isso se foi.

Acredito, até, que não serei um bom comunicólogo, e ao longo desses quatro anos meus textos/idéias estarão totalmente atrofiados.

E os leitores e amigos reclamam. “Esse blog é um lixo para Internet”, disse Gabriela, uma amiga. “Se você é um pré-adolescente, visite este blog”, diz Leandro, do Kidoido. Tudo isso me deixa muito chateado, pois estou passando por uma fase complicada da minha vida, uma fase de transição.

Ontem, conversando com meu primo de 12 anos, ele me disse algo verdadeiro: Eu tenho 18 anos, e ninguém nunca me viu com uma mulher.
É claro que eu não ligo muito para essas coisas, mas em uma sociedade porca e machista, você se sente meio… meio… meio homossexual, galera - pronto, falei.

Tentei argumentar, dizendo que havia saído com uma blogueira, mas pá, ele me deu um tapa na cara para me desmoralizar:

- Você inventa essas histórias, Léo.
- Pô, véi*. Ela estava com um PUTA decote…
- Léo, você é virgem.
- Isso é uma pergunta ou uma afirmação?
- Uma afirmação.
- Como você sabe? - disse eu, com certa tristeza.
- Eu não sou viado e nem traveco, mas qualquer pessoa, normal, sente um cheiro de virgindade no ar.

E todas essas coisas influenciam na qualidade dos textos. Espero que eu volte a ser o Leonardo de antes, para que meus leitores não mais digam: “O Leonardo não é mais aquele, pau na bunda dele!”

A importância dos estudos estatísticos na Publicidade

Sempre que a professora de estatística entre em sala de aula, algum babaca, sentado ao fundo, indaga-se a razão pela qual se estuda estatística no curso de publicidade.

Essa pergunta é tão tendenciosa quanto querer saber por que estudamos matemática nos ensinos fundamental e médio. Por que temos esse ensino enciclopédico no Brasil e nos Estados Unidos não. E, após essas perguntas, dizer que somos mais inteligentes, já que os americanos não sabem qual é a capital do Brasil.

Pois bem, o pessoal da agência na qual eu trabalho havia saído para fazer um lanche, aproveitei, então, para levar uma menininha e desfrutarmos dos momentos a sós.

Estávamos no bem-bom, quando ouvimos o som de alguns passos. Pensei que poderia ser alguém da agência que havia esquecido, sei lá, algum dinheiro e voltara para buscá-lo.

De repente, com uma força horrorosa, a porta se abriu e o assaltante anunciou: “É o seguinte, isso é um assalto, playboy!”.

- Pô, véi - disse eu, com aquele jeitinho carioca.
- É o seguinte, eu quero seu IPOD.
- Pô, véi. Não tenho tenho.
- Vou querer, então, o Playstation 2. Ou melhor, PS2 está ultrapassado, quero o PS3!
- Pô, véi. Muito menos.
- Então, passa seu tênis…

Nesse momento, ele percebeu que meu pisante era muito mais tosco e velho do que o dele. Para não perder a “viagem”, ele resolveu me fazer algumas perguntas de… estatística.

1) É o seguinte, playboy de merda. Eu tenho essa calibre 38. Se eu colocar apenas uma bala e girar o blablabla, qual a chance de você tomar um tiro?

- Bom, supondo-se que a calibre 38 possuí, apenas, 6 compartimentos para se colocar as balas, se você colocar apenas uma, as changes reais de se tomar um tiro são de 16,6%

2) As probabilidades de 3 jogadores marcarem um “penalti” são, respectivamente, 2/3, 4/5 e 7/10. Qual a probabilidade de todos acertarem?

- Bom, acredito que seja de 37,3%. Olha aí, o gabarito.

O Assaltante, então, olhou para mim e minha namoradinha e disse: “Ok, não vou levar nada, você é realmente bom em estatística.”

Nesse momento, minha menininha, um pouco mais aliviada, exclamou:

- Viu, amor? Eu sabia que seu conhecimento em estatística serviria para alguma coisa.
- hehe - disse eu, com um ar de deboche.

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