Relaxamento natural

January 14, 2009

Minha mãe começou com aquele papo de que meu cabelo estava muito seco e que, na escala genealógica do meu pai e da minha mãe, ele não havia puxado o cabelo de nenhum dos dois.
Pensei, então, porra, simbora para o  salão de beleza fazer o relaxamento natural.

Chegando lá, havia várias mulheres fazendo relaxamento natural, alisamento (a famosa chapinha); outras faziam os pés e as mãos. A situação era constrangedora, meu caro leitor. Imagine-se no meio de várias mulheres te olhando com uma cara de "esse rapaz é viado".

Resolvi pegar uma revista para ler. Comecei a folhear algumas páginas, até que uma senhora me disse:

- Uau! Que belas unhas você tem!
- Eu?
- Sim, são muito bonitas. O que você faz para elas ficarem assim?
- Ah, não faço nada.
- Ai, que invejinha branca, Bee.


Unhas

 

Achei que ela estivesse tendo alguma atitude preconceituosa, mas logo descobri que inveja branca é algo como o branco que está para paz. Uma inveja boa.

Quando chegou a minha vez, a hair stylist logo me disse que, por meu cabelo estar embaraçado, o preço seria o dobro. Toquei o foda-se e a mandei fazer o que precisava ser feito.

E puxa, estica, passa creme, puxa, cai cabelo, puxa novamente, passa creme, estica, puxa, cai mais cabelo ainda. E dói para caralho. Como dói. Pedi para ela fazer com carinho, mas com carinho ela quadruplicava o preço, então deixei sem carinho mesmo. Logo após terminar o que precisava ser feito, o tal do relaxamento, ela meu as instruções posteriores: deixar no cabelo por cerca de quatro horas e depois lavar com condicionador e raiz com o xampu. É claro que eu não iria ficar lá, esperando dar as quatro horas para lavar o meu cabelo.

Eu vim embora para casa, mesmo com várias pessoas me chamando de viado e rindo da minha cara.

E a partir da minha ida ao salão de beleza, eu comecei a respeitar mais as mulheres. Elas sofrem. Não tem nada daquele glamour de ir ao salão de beleza. E tudo isso para ficar bela em função da invejinha branca de outras mulheres.

É claro que vou ter que fazer várias sessões, mas vejam o resultado parcial:

 

Mudança de ares

April 21, 2008

Estou escrevendo aqui agora. Aliás, desde de 2006, vocês só não perceberam, mas isso não impede de eu vir aqui, vez o outra, contar alguma piadinha, como a do traficante carapinho - em referência ao meu tipo de cabelo.

Lá encontram-se textos romanticozinhos, poemas, coisa sobre política, crônicas etc. E, sim, vocês precisam entender que eu virei um nerdzinho apaixonado que agora escuta Chico buarque, Adoniran Barbosa e Jorge Ben. 

 

A arte do relaxamento

February 11, 2008

- Acho que eu vou fazer relaxamento.
- Hahahaha. Vai ficar horrível.
- Pelo menos eu vou poder entrar para a comunidade "Faço relaxamento, sim"
- Você vai admitir assim, abertamente?
- Claro, eu ainda vou passar o número do meu cabeleireiro.


Pois é, galerinha. Minha mãe veio com essa história de "Ou corta seu cabelo poder negro ou faz relaxamento". É claro que eu, com toda minha masculinidade, resolvi optar pela segunda opção, o que manteria meu lindo cabelo que é tratado por mim mesmo, desde quando eu brincava de ser cabeleireiro, no auge dos meus… 5 anos.

A parada era a seguinte: ao entrar no banheiro, eu pegava todos os xampus e condicionadores da minha mãe, fazia uma mistureba de Deus e passava no meu cabelo, deixando, assim, macio e cremoso! E foi assim que eu adquiri meu lindo cabelo poder negro!

 

Bom, acompanhem a saga da minha ida ao cabeleireiro para fazer relaxamento, já que estou fazendo isso por vocês, amigos leitores! Beijos :*

Novo computador

August 11, 2007

Sim, meus amigos leitores, a falta de texto nesse blog tinha um motivo palpável: o meu antigo computador. Com sua incrível capacidade de processar novecentos megahertz, duzentos e cinqüenta e seis de memória de acesso aleatório e um disco rígido de vinte megabytes era praticamente impossível escrever um texto de qualidade.

Os melhores jornalistas, por exemplo, usam os melhores computadores, ao contrário de jornalistas sem qualidade que apenas conseguem publicar seus textos com algumas perólas como essa, essa e essa no jornal do bairro, e, claro, com seus computadores 486.

Então, para não passar vergonha e começar a escrever textos de qualidade, resolvi montar um novo computador com um processador ultramoderno, uma boa quantiade de memória ram e um disco rígido compatível com a quantidade de vídeos pornôs que tenho.

Porém, ao chegar o novo computador em casa, percebi que o disco rígido que eles haviam colocado era um Maxtor, o que poderia prejudicar consideravelmente a qualidade dos meus textos, tornando-me talvez um desses jornalistas de bairro ou radialista de uma rádio comunitária - vale frisar que são profissões digníssimas, inclusive, eu até gostaria de ser jornalista de um jornal de bairro, mas minha mãe infelizmente não deixa.

Ademais, o fato de agora ter um Giga de memória e um processador dual core de 3 Gigahertz me torna uma pessoa mais feliz e com textos razoáveis.

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