Relaxamento natural #2
Recebi, por e-mail e nos comentários, alguns pedidos de dicas para quem tem o carapinho ou crespo. É claro que quando se é criança outras criancinhas fazem várias piadinhas preconceituosas com seu tipo de cabelo (não molha, perguntam se entra pente, quando você cortar vai precisar cortar com uma máquina de cortar grama, etc), mas isso é algo que, com o tempo, passa e logo em seguida você mesmo começa a fazer piadinhas com ele. Eu mesmo tenho a minha, que um dia ainda contarei aqui, sobre o traficante carapinho.
Mas vamos lá, minha amiga. É sobre relaxamento natural que você quer que eu fale, então é sobre relaxamento natural que eu vou falar.
Minha mãe, sempre ela, me indicou um cabeleireiro que só trata de cabelos black power. É claro que eu fui um pouco cético para lá, pensando que se ficasse ruim, eu passaria a zero e fim de conversa, já que minha vida inteira eu cortei o meu cabelo com o Jôneis. Um cara deveras gente fina e que sempre conversava sobre futebol, mulher e cerveja comigo.
Porém, minha amiga, quando eu cheguei lá, eu fiquei impressionado com o resultado que as mulheres que por lá se encontraram obtiveram. Cada cabelo mais lindo que o outro, então eu relaxei um pouco mais e decidi curtir a parada.
Quem me atendeu foi o próprio Jô, o dono do salão. Ele olhou pra mim, perguntou o que eu queria fazer e disse: "Vai ficar show! Esse cabelo é lindo de trabalhar!". Ela começou a pentear meu cabelo, mas de uma forma muito cuidadosa, assim, não machucando a raiz do meu cabelo. Passou um creme, que acredito eu ser o "relaxante natural", e tudo ficou macio como uma blusa de lã recém lavada com um Omo.
Durante o corte, as diferenças entre Jôneis e Jô eram claras, minha amiga. Enquanto eu conversava sobre a partida do Santos, com o Jôneis, Jô me perguntava se eu nunca pensei em ser cabeleireiro. Contou-me sua história, disse que começou a arte de cortar cabelos aos 24 anos e já estava nessa área há mais de 30 anos.
É claro que eu preferia conversar sobre a partida do Santos ou, com todo respeito a minha patroa, sobre as belas mulatas do salão, mas o que Jô fez por mim, foi algo inesquecível. Pela primeira vez na minha vida, eu cortei meu cabelo com uma tesoura e, ao sair do salão, eu senti meu cabelo se mexendo, quando o vento o tocou. Coisa linda de meu Deus.
O preço não foi muito agradável, ainda mais para mim que estava acostumado a pagar $12 reais, com o Jôneis. $60 pilas e mais $30 por um pente para "desfiar" meu cabelo, mas, como prometido pelo próprio dono, ficou show e Jô ganhou um fiel cliente!
Jô Cabeleireiros
Rua D.Antônio Bento, 207 - Santo Amaro
(O seu cabelo também vai ficar show!)
Recebi, por e-mail e nos comentários, alguns pedidos de dicas para quem tem o carapinho ou crespo. É claro que quando se é criança outras criancinhas fazem várias piadinhas preconceituosas com seu tipo de cabelo (não molha, perguntam se entra pente, quando você cortar vai precisar cortar com uma máquina de cortar grama, etc), mas isso é algo que, com o tempo, passa e logo em seguida você mesmo começa a fazer piadinhas com ele. Eu mesmo tenho a minha, que um dia ainda contarei aqui, sobre o traficante carapinho.
Mas vamos lá, minha amiga. É sobre relaxamento natural que você quer que eu fale, então é sobre relaxamento natural que eu vou falar.
Minha mãe, sempre ela, me indicou um cabeleireiro que só trata de cabelos black power. É claro que eu fui um pouco cético para lá, pensando que se ficasse ruim, eu passaria a zero e fim de conversa, já que minha vida inteira eu cortei o meu cabelo com o Jôneis. Um cara deveras gente fina e que sempre conversava sobre futebol, mulher e cerveja comigo.
Porém, minha amiga, quando eu cheguei lá, eu fiquei impressionado com o resultado que as mulheres que por lá se encontraram obtiveram. Cada cabelo mais lindo que o outro, então eu relaxei um pouco mais e decidi curtir a parada.
Quem me atendeu foi o próprio Jô, o dono do salão. Ele olhou pra mim, perguntou o que eu queria fazer e disse: "Vai ficar show! Esse cabelo é lindo de trabalhar!". Ela começou a pentear meu cabelo, mas de uma forma muito cuidadosa, assim, não machucando a raiz do meu cabelo. Passou um creme, que acredito eu ser o "relaxante natural", e tudo ficou macio como uma blusa de lã recém lavada com um Omo.
Durante o corte, as diferenças entre Jôneis e Jô eram claras, minha amiga. Enquanto eu conversava sobre a partida do Santos, com o Jôneis, Jô me perguntava se eu nunca pensei em ser cabeleireiro. Contou-me sua história, disse que começou a arte de cortar cabelos aos 24 anos e já estava nessa área há mais de 30 anos.
É claro que eu preferia conversar sobre a partida do Santos ou, com todo respeito a minha patroa, sobre as belas mulatas do salão, mas o que Jô fez por mim, foi algo inesquecível. Pela primeira vez na minha vida, eu cortei meu cabelo com uma tesoura e, ao sair do salão, eu senti meu cabelo se mexendo, quando o vento o tocou. Coisa linda de meu Deus.
O preço não foi muito agradável, ainda mais para mim que estava acostumado a pagar $12 reais, com o Jôneis. $60 pilas e mais $30 por um pente para "desfiar" meu cabelo, mas, como prometido pelo próprio dono, ficou show e Jô ganhou um fiel cliente!
Jô Cabeleireiros
Rua D.Antônio Bento, 207 - Santo Amaro
(O seu cabelo também vai ficar show!)


Publieditorial? Hahahahahahahah!!!
Eu tb tenho esse “problema”, mas já desencanei e passo a máquina de 15 em 15 dias. E como eu sei que vou ficar careca no futuro, vou começar a raspar na zero e mostrar minha careca por aí.
Comment by Bruno — March 11, 2009 @ 4:33 pm
Huahuaha, engraçado homem em salão de beleza. COm todo respeito, eu sempre digo q TODOS tem seu lado mulherzinha!
:P
Comment by Lu — March 13, 2009 @ 5:20 am
homem que é homem corta em casa com a navalha.
Comment by deborah — March 15, 2009 @ 2:08 am