Relaxamento natural
Minha mãe começou com aquele papo de que meu cabelo estava muito seco e que, na escala genealógica do meu pai e da minha mãe, ele não havia puxado o cabelo de nenhum dos dois.
Pensei, então, porra, simbora para o salão de beleza fazer o relaxamento natural.
Chegando lá, havia várias mulheres fazendo relaxamento natural, alisamento (a famosa chapinha); outras faziam os pés e as mãos. A situação era constrangedora, meu caro leitor. Imagine-se no meio de várias mulheres te olhando com uma cara de "esse rapaz é viado".
Resolvi pegar uma revista para ler. Comecei a folhear algumas páginas, até que uma senhora me disse:
- Uau! Que belas unhas você tem!
- Eu?
- Sim, são muito bonitas. O que você faz para elas ficarem assim?
- Ah, não faço nada.
- Ai, que invejinha branca, Bee.
Achei que ela estivesse tendo alguma atitude preconceituosa, mas logo descobri que inveja branca é algo como o branco que está para paz. Uma inveja boa.
Quando chegou a minha vez, a hair stylist logo me disse que, por meu cabelo estar embaraçado, o preço seria o dobro. Toquei o foda-se e a mandei fazer o que precisava ser feito.
E puxa, estica, passa creme, puxa, cai cabelo, puxa novamente, passa creme, estica, puxa, cai mais cabelo ainda. E dói para caralho. Como dói. Pedi para ela fazer com carinho, mas com carinho ela quadruplicava o preço, então deixei sem carinho mesmo. Logo após terminar o que precisava ser feito, o tal do relaxamento, ela meu as instruções posteriores: deixar no cabelo por cerca de quatro horas e depois lavar com condicionador e raiz com o xampu. É claro que eu não iria ficar lá, esperando dar as quatro horas para lavar o meu cabelo.
Eu vim embora para casa, mesmo com várias pessoas me chamando de viado e rindo da minha cara.
E a partir da minha ida ao salão de beleza, eu comecei a respeitar mais as mulheres. Elas sofrem. Não tem nada daquele glamour de ir ao salão de beleza. E tudo isso para ficar bela em função da invejinha branca de outras mulheres.
É claro que vou ter que fazer várias sessões, mas vejam o resultado parcial:
Minha mãe começou com aquele papo de que meu cabelo estava muito seco e que, na escala genealógica do meu pai e da minha mãe, ele não havia puxado o cabelo de nenhum dos dois.
Pensei, então, porra, simbora para o salão de beleza fazer o relaxamento natural.
Chegando lá, havia várias mulheres fazendo relaxamento natural, alisamento (a famosa chapinha); outras faziam os pés e as mãos. A situação era constrangedora, meu caro leitor. Imagine-se no meio de várias mulheres te olhando com uma cara de "esse rapaz é viado".
Resolvi pegar uma revista para ler. Comecei a folhear algumas páginas, até que uma senhora me disse:
- Uau! Que belas unhas você tem!
- Eu?
- Sim, são muito bonitas. O que você faz para elas ficarem assim?
- Ah, não faço nada.
- Ai, que invejinha branca, Bee.
Achei que ela estivesse tendo alguma atitude preconceituosa, mas logo descobri que inveja branca é algo como o branco que está para paz. Uma inveja boa.
Quando chegou a minha vez, a hair stylist logo me disse que, por meu cabelo estar embaraçado, o preço seria o dobro. Toquei o foda-se e a mandei fazer o que precisava ser feito.
E puxa, estica, passa creme, puxa, cai cabelo, puxa novamente, passa creme, estica, puxa, cai mais cabelo ainda. E dói para caralho. Como dói. Pedi para ela fazer com carinho, mas com carinho ela quadruplicava o preço, então deixei sem carinho mesmo. Logo após terminar o que precisava ser feito, o tal do relaxamento, ela meu as instruções posteriores: deixar no cabelo por cerca de quatro horas e depois lavar com condicionador e raiz com o xampu. É claro que eu não iria ficar lá, esperando dar as quatro horas para lavar o meu cabelo.
Eu vim embora para casa, mesmo com várias pessoas me chamando de viado e rindo da minha cara.
E a partir da minha ida ao salão de beleza, eu comecei a respeitar mais as mulheres. Elas sofrem. Não tem nada daquele glamour de ir ao salão de beleza. E tudo isso para ficar bela em função da invejinha branca de outras mulheres.
É claro que vou ter que fazer várias sessões, mas vejam o resultado parcial:


Antes de virar viado, você deveria avisar as pessoas, Leo.
HAHAHAHAHAHAHA …
Eu tenho medo de você, amor.
Comment by .mila. — January 14, 2009 @ 7:49 pm
Hahahahahaha. Eu também respeito muito as mulheres, mas por um motivo diferente: Uma vez cismei de fazer depilação nos pelos do rosto. Dói para caralho e eu fico imaginando o que as mulheres não passam para poder deixar a perseguida depiladinha para nós.
Mas nunca mais vou depilar nada.
Comment by Bruno — January 14, 2009 @ 9:03 pm
Hahauhau, mulher SOFRE!! Isso porque você nunca se depilou com cera…. xP
Anyway, a gente tem muita coisa pra contar para nossos filhos e netos, não se preocupe. Afinal, não é à toa que temos um blog
bjss
Comment by LucianaSan — January 15, 2009 @ 3:11 pm
Hahauhau, mulher SOFRE!! Isso porque você nunca se depilou com cera…. xP
Anyway, a gente tem muita coisa pra contar para nossos filhos e netos, não se preocupe. Afinal, não é à toa que temos um blog
bjss
Comment by LucianaSan — January 15, 2009 @ 3:13 pm
Poxa vida, tá ficando legal hein!?
Achava legal a idéia de você fazer um blackpower, achava que seria bem “hype” trabalhar com alguém com blackpower, mas não posso negar que vai ser bem mais legal trabalhar com um viado moderno! Dizem que viados são inteligentes
Uii!!!
Ok, é brincadeira, mas quero ver o resultado!
Comment by Felipe — January 16, 2009 @ 1:33 am
vc já tinha postado algo semelhante antes. é brincadeira, né? NÉ?
e vc tem mãos bonitas.
Comment by deborah — January 23, 2009 @ 3:59 am
oooi!!num sei se vc. vai ver esse recadinho,ou seja meu comentário mas..onde é que vc. foi pois minha filha tem a pele clara como a sua pois o kbelo…nem te conto carapinho mesmo,nunk achei um cabelereiro que acertasse um bom tratamento pro kbelo dela..mas vc. ficou jóia quero que o kbelo dela fique legal tambem ela já é uma mocinha de 11 anos quero que ela tenha boas recordações dessa fase não traumas de chacotas de “colegas” de escola…brigada e continua esse tratamento que dá pra ver que vai fikr show.abraço.
Comment by andréa de paula — March 5, 2009 @ 3:24 pm