Primeira tentativa de perder a minha virgindade

January 27, 2009

Pois é, moçada. Agora eu tenho carta, tenho namorada, mas eu ainda não cheguei nos finalmentes. E todo aquele papo de que quando você entra na faculdade, você vai pegar geral é pura bobagem.

Minha namorada é evangélica. Daquelas que só dá depois do casamento. E eu respeito, porque essa meninada de hoje que ouve funk e saí rebolando na pica dos caras bombados é uma tremenda baixaria.

A carta só serviu para me levar na casa de amigos e passar vergonha. Cheguei outro dia na casa de um amigo e para a minha surpresa seu poddle tem a estranha mania de morder virgens. E advinha? Quando eu entrei na sala, o maldito do cachorro avançou na minha perna. A mãe dele percebeu, mas esboçou somente um sorriso de leve para conter a minha vergonha.

Mas você deve estar pensando: "Pô, você tem namorada. Tudo bem que ela é evangélica, mas e aí? Nada?" Nada, amigão. E não foi por falta de tentativa. Com a minha lábia de estudante de publicidade, eu a convenci de ir a um motel comigo. Disse que nem era tão pecado assim dar uma antes do casamento. E ela topou! Pensei, porra, é hoje que eu vou perder a virgindade.

Fomos a um barzinho, antes, para disfaçar seus pais - que são gente boa, mas evangélicos também - e depois fomos ao motel. Apesar de ter carta, eu ainda não sei estacionar e nem entrar em lugares apertados, mas consegui entrar naquele pequeno cubiculo. Para causar uma boa impressão à minha namorada, eu disse com toda pose:

- Eu vou querer a suíte número 03.
- Desculpa, senhor. Todas as suítes estão cheias.

Ok, pensei comigo. Dei o azar deste motel estar cheio. Eu não queria, mas a segunda opção foi levá-la para um motel que custa R$26,00, mas para dar umazinha, achei que ela não reclamaria.

- Boa noite! Eu vou querer a suíte…
- Desculpa, amigo. Todas as suítes estão cheias…


Eu comecei a ficar nervoso e me perguntei por que essas coisas acontecem comigo. Só uma, meu deus. Só para saber como é. Então ela me disse havia um motel que a suíte mais barata, segundo uma amiga sua, custava R$ 150,00 reais. É claro que eu fiquei com medo de pagar toda essa grana e, ao chegar lá, brochar ou chegar nos finalmentes em menos de 5 minutos. Mas deixei o medo de lado e fomos para lá. Ao entrar na fila, um rapaz logo veio me dizendo que todas as suítes estavam cheias…

Minha namorava também ficou nervosa e pediu para irmos embora. Mas era questão de honra. Eu tinha que conseguir um motel para perder a minha virgindade. Achei um motel que se achava hotel e logo ao entrar, alguém, de lá de dentro gritou:

- Todas as suítes estão cheias!

Então, voltamos para casa putos de raiva e virgens.

Coisas que acontecem comigo

January 23, 2009

Não sei por que, mas sempre quando eu realizo compras pela Internet com empresas indicadas, ocorre algum erro. Quando eu comprei o DVD Fazendo as Regras com o Vic, a produtora enviou o DVD, mas aconteceu algum problema nos correios que não eu o recebi. Após alguns dia, o Vic me perguntou o que achei do filme, mas eu não havia assistido o filme para dar uma opinião. Ele, junto com a produtora, verificou o que havia acontecido, me manteram informado do que estava acontecendo e me enviaram um novo DVD do filme - que é ótimo, por sinal.

Com o Camiseteria aconteceu um novo problema. Como os preços estavam ótimos, resolvi comprar uma camiseta para mim, além da camiseta que eu estava a fim de comprar para a minha namorada. Eu já estava bem satisfeito com a compra, pois o sistema do site é bem simples e me informa todos os passos da entrega (não é algo como pedido enviado, pedido entregue e só), além da própria qualidade da estampa. Quando as camisetas chegaram, porém, eu percebi: a camiseta que eles me entregaram era uma baby-look. Minha mãe perguntou:

 

- Você comprou uma baby-look pra você?
- Não, comprei uma camiseta tamanho M. Deve ser o tamanho deles.
- Eu sei que alguns caras gostam de usar baby-look, mas em você não fica legal.
- Porra, mãe. Eu comprei uma camiseta tamanho M.  
- Mas isso é uma baby-look.


Resolvi mandar um e-mail às 17:45, nas esperança de abrir meu e-mail na manhã seguinte com alguma resposta. Para minha surpresa, ao chegar em casa do trabalho, poucas horas depois, já havia uma resposta aceitando a minha propósta para reparar o "erro" - que obviamente acontece, mas eu me acostumei tanto a ser mal tratado por algumas empresas que quando alguma me faz cafuné, eu começo a ter chamego.

No final, eu quis dar a camiseta para minha mãe que disse que não usuaria uma camiseta com uma vaga, pois começariam a zoá-la. Então eu resolvi usar…

 

 

 

Relaxamento natural

January 14, 2009

Minha mãe começou com aquele papo de que meu cabelo estava muito seco e que, na escala genealógica do meu pai e da minha mãe, ele não havia puxado o cabelo de nenhum dos dois.
Pensei, então, porra, simbora para o  salão de beleza fazer o relaxamento natural.

Chegando lá, havia várias mulheres fazendo relaxamento natural, alisamento (a famosa chapinha); outras faziam os pés e as mãos. A situação era constrangedora, meu caro leitor. Imagine-se no meio de várias mulheres te olhando com uma cara de "esse rapaz é viado".

Resolvi pegar uma revista para ler. Comecei a folhear algumas páginas, até que uma senhora me disse:

- Uau! Que belas unhas você tem!
- Eu?
- Sim, são muito bonitas. O que você faz para elas ficarem assim?
- Ah, não faço nada.
- Ai, que invejinha branca, Bee.


Unhas

 

Achei que ela estivesse tendo alguma atitude preconceituosa, mas logo descobri que inveja branca é algo como o branco que está para paz. Uma inveja boa.

Quando chegou a minha vez, a hair stylist logo me disse que, por meu cabelo estar embaraçado, o preço seria o dobro. Toquei o foda-se e a mandei fazer o que precisava ser feito.

E puxa, estica, passa creme, puxa, cai cabelo, puxa novamente, passa creme, estica, puxa, cai mais cabelo ainda. E dói para caralho. Como dói. Pedi para ela fazer com carinho, mas com carinho ela quadruplicava o preço, então deixei sem carinho mesmo. Logo após terminar o que precisava ser feito, o tal do relaxamento, ela meu as instruções posteriores: deixar no cabelo por cerca de quatro horas e depois lavar com condicionador e raiz com o xampu. É claro que eu não iria ficar lá, esperando dar as quatro horas para lavar o meu cabelo.

Eu vim embora para casa, mesmo com várias pessoas me chamando de viado e rindo da minha cara.

E a partir da minha ida ao salão de beleza, eu comecei a respeitar mais as mulheres. Elas sofrem. Não tem nada daquele glamour de ir ao salão de beleza. E tudo isso para ficar bela em função da invejinha branca de outras mulheres.

É claro que vou ter que fazer várias sessões, mas vejam o resultado parcial:

 

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