Novo computador

August 11, 2007

Sim, meus amigos leitores, a falta de texto nesse blog tinha um motivo palpável: o meu antigo computador. Com sua incrível capacidade de processar novecentos megahertz, duzentos e cinqüenta e seis de memória de acesso aleatório e um disco rígido de vinte megabytes era praticamente impossível escrever um texto de qualidade.

Os melhores jornalistas, por exemplo, usam os melhores computadores, ao contrário de jornalistas sem qualidade que apenas conseguem publicar seus textos com algumas perólas como essa, essa e essa no jornal do bairro, e, claro, com seus computadores 486.

Então, para não passar vergonha e começar a escrever textos de qualidade, resolvi montar um novo computador com um processador ultramoderno, uma boa quantiade de memória ram e um disco rígido compatível com a quantidade de vídeos pornôs que tenho.

Porém, ao chegar o novo computador em casa, percebi que o disco rígido que eles haviam colocado era um Maxtor, o que poderia prejudicar consideravelmente a qualidade dos meus textos, tornando-me talvez um desses jornalistas de bairro ou radialista de uma rádio comunitária - vale frisar que são profissões digníssimas, inclusive, eu até gostaria de ser jornalista de um jornal de bairro, mas minha mãe infelizmente não deixa.

Ademais, o fato de agora ter um Giga de memória e um processador dual core de 3 Gigahertz me torna uma pessoa mais feliz e com textos razoáveis.

Estou de volta e agora quase 2.0

August 5, 2007

Com o novo hype da Web 2.0 que está atingindo não só a Internet, mas também os meios publicitários, bibliotecas e imobiliárias, resolvi participar novamente dessa modinha. E agora com o blogsome, pois se alguém tentar me processar por eu declarar o quanto ganho no meu serviço ou quanto a faculdade me cobra pelo título de universitário, terei o blog sempre on-line para refutar todas as provas.

A Web 2.0, segundo Wendell do Tradutorium, segue os conceitos dos padrões web e tableless, juntamente com a colaboração do usuário, na qual Moskito exemplifica com usuários colocando dedo no seu cu, como forma de mostrar a efiência da colaboração e da interatividade social, tornando as pessoas que fazem o uso dessa prática super in, hypes e moderninhas.

Eu ainda não sou 2.0, mas ano que vem eu chego lá. E, em comemoração ao meu aniversário de 2.0, deixarei todos vocês, meus amiguinhos blogueiros, colocarem o dedo mindinho no meu cu, como forma de agradecer o imenso carinho que vocês têm por mim.

Com carinho, Léo :*

Qualidade dos textos

Apesar de ter aulas de redação e comunicação na faculdade, cada vez mais, meus textos estão ficando piores. A ginga brasileira de bom escritor foi para o brejo; o samba no pé, a malandragem carioca, o jeitinho brasileiro de ser. Tudo isso se foi.

Acredito, até, que não serei um bom comunicólogo, e ao longo desses quatro anos meus textos/idéias estarão totalmente atrofiados.

E os leitores e amigos reclamam. “Esse blog é um lixo para Internet”, disse Gabriela, uma amiga. “Se você é um pré-adolescente, visite este blog”, diz Leandro, do Kidoido. Tudo isso me deixa muito chateado, pois estou passando por uma fase complicada da minha vida, uma fase de transição.

Ontem, conversando com meu primo de 12 anos, ele me disse algo verdadeiro: Eu tenho 18 anos, e ninguém nunca me viu com uma mulher.
É claro que eu não ligo muito para essas coisas, mas em uma sociedade porca e machista, você se sente meio… meio… meio homossexual, galera - pronto, falei.

Tentei argumentar, dizendo que havia saído com uma blogueira, mas pá, ele me deu um tapa na cara para me desmoralizar:

- Você inventa essas histórias, Léo.
- Pô, véi*. Ela estava com um PUTA decote…
- Léo, você é virgem.
- Isso é uma pergunta ou uma afirmação?
- Uma afirmação.
- Como você sabe? - disse eu, com certa tristeza.
- Eu não sou viado e nem traveco, mas qualquer pessoa, normal, sente um cheiro de virgindade no ar.

E todas essas coisas influenciam na qualidade dos textos. Espero que eu volte a ser o Leonardo de antes, para que meus leitores não mais digam: “O Leonardo não é mais aquele, pau na bunda dele!”

Jornalistas

O País não acena ao mundo com alimentos ou produtos manufaturados, mas sobretudo com soluções baratas e engenhosas em campos como a tecnologia da informação e da pesquisa farmacêutica.

(Revista Veja, 07/06/06)

Amados leitores, com um martelo e uma chave de fenda, tirem a palavra manufaturado de seus monitores. Queimem, joguem fora, enfiem na bunda de algum jornalista, mas não deixem essa palavra feia poluir seu lindo monitor de cristal líquido.

Se, ainda assim, você optar por jornalismo, na hora de escolher de uma profissão, faça um favor para classe: seja razoável.

Banheiro dos meninos

O banheiro masculino do cursinho é muito mais divertido do que o feminino, penso eu. O banheiro masculino possui quatro boxes e seis miquitórios para cada um fazer aquilo que se sentir melhor, ao contrário do feminino que possui apenas 4 boxes, e um não funciona.

O divertido é que nos últimos dias, houve no banheiro masculino uma fila maior do que no banheiro feminino, e um número bem menor de pessoas para usar. Isso devido ao fato dos meninos não usarem o miquitório para mijar.

Cheguei esses dias no banheiro, então, para dar aquela mijadinha, quando me deparei com uma enorme fila e vários miquitórios vázios. É claro que eu, após ter tomado 750 mililitros de água e uma puta vontade de mijar, não ia esperar um box vázio para mijar.

Apesar de saber essas informações à respeito do banheiro feminino, não posso dizer se mulheres também possuem o enorme prazer de mijar quando se está com uma bexiga cheia, mas o fato é que após ter o prazer de mijar e ver aquele líquido branco (err, quer dizer, incolor) sair do canal da uretra, eu encontrei com um amiguxo, e todas as mulheres sabem que, amiguxos vão ao banheiro para discutir os mais váriados assuntos:

- E aí bilolinha, esperando um box para mijar sentado?
- Pois é, bilolão. - disse-me sorrindo, meu amiguxo

E foi assim que começou o boato que dizia que todas pessoas que mijavam no box possuiam bilolinhas, e eu, que sempre mijei no miquitório, recebi o apelido de bilolão.

Atitude lesbo-emocore

Empregarei, nesse texto, a palavra emocore para designar tanto meninas emocores, quanto lésbicas, pois acredito ser redundante chamar alguma emocore de lésbica, assim como é perguntar a um morador da zona leste, se ele é corinthiano.

Ao andar no centro da cidade de São Paulo, tenho reparado que algumas emocores e, também, lésbicas andam de mãos dadas e se beijam em público para demonstrar que não se importam com a opinião da sociedade sobre o homossexualismo.

Eu e a sociedade brasileira não nos importamos com emocores andando de mãos dadas, o problema é que nossa sociedade não está preparada para ver homossexuais se beijando no meio da rua. E isso não há problema algum, já que não admitimos que casais heterossexuais se peguem na rua da mesma forma que se pegariam em suas casas. Permitimos, no máximo, alguns beijinhos e abraços.

Compreenderam, senhores? Alguns beijinhos…

A importância dos estudos estatísticos na Publicidade

Sempre que a professora de estatística entre em sala de aula, algum babaca, sentado ao fundo, indaga-se a razão pela qual se estuda estatística no curso de publicidade.

Essa pergunta é tão tendenciosa quanto querer saber por que estudamos matemática nos ensinos fundamental e médio. Por que temos esse ensino enciclopédico no Brasil e nos Estados Unidos não. E, após essas perguntas, dizer que somos mais inteligentes, já que os americanos não sabem qual é a capital do Brasil.

Pois bem, o pessoal da agência na qual eu trabalho havia saído para fazer um lanche, aproveitei, então, para levar uma menininha e desfrutarmos dos momentos a sós.

Estávamos no bem-bom, quando ouvimos o som de alguns passos. Pensei que poderia ser alguém da agência que havia esquecido, sei lá, algum dinheiro e voltara para buscá-lo.

De repente, com uma força horrorosa, a porta se abriu e o assaltante anunciou: “É o seguinte, isso é um assalto, playboy!”.

- Pô, véi - disse eu, com aquele jeitinho carioca.
- É o seguinte, eu quero seu IPOD.
- Pô, véi. Não tenho tenho.
- Vou querer, então, o Playstation 2. Ou melhor, PS2 está ultrapassado, quero o PS3!
- Pô, véi. Muito menos.
- Então, passa seu tênis…

Nesse momento, ele percebeu que meu pisante era muito mais tosco e velho do que o dele. Para não perder a “viagem”, ele resolveu me fazer algumas perguntas de… estatística.

1) É o seguinte, playboy de merda. Eu tenho essa calibre 38. Se eu colocar apenas uma bala e girar o blablabla, qual a chance de você tomar um tiro?

- Bom, supondo-se que a calibre 38 possuí, apenas, 6 compartimentos para se colocar as balas, se você colocar apenas uma, as changes reais de se tomar um tiro são de 16,6%

2) As probabilidades de 3 jogadores marcarem um “penalti” são, respectivamente, 2/3, 4/5 e 7/10. Qual a probabilidade de todos acertarem?

- Bom, acredito que seja de 37,3%. Olha aí, o gabarito.

O Assaltante, então, olhou para mim e minha namoradinha e disse: “Ok, não vou levar nada, você é realmente bom em estatística.”

Nesse momento, minha menininha, um pouco mais aliviada, exclamou:

- Viu, amor? Eu sabia que seu conhecimento em estatística serviria para alguma coisa.
- hehe - disse eu, com um ar de deboche.

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